Podem o corpo e o espaço ser considerados concretos?

A exposição CORPOCONCRETO reúne obras de Giorgia Volpe e Gregório Soares em torno dessa pergunta, propondo uma reflexão sobre o que existe como experiência, e não apenas como forma. Aqui, o concreto é entendido como aquilo que se manifesta no mundo — o que tem presença própria, seja física ou imaginada.

Inspirada na fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty e no pensamento de Georges Didi-Huberman, a mostra investiga o ponto em que corpo, espaço e imagem deixam de ser representação e passam a ser experiência sensível. O concreto é o que vibra, o que resiste à abstração, o que se dá a ver e permanece.

CORPOCONCRETO
Giorgia Volpe e Gregório Soares
Período: 22 de novembro de 2025 a 6 de fevereiro de 2026
Local: Lança Galeria — Rua Major Sertório, 88 / 503, Vila Buarque, São Paulo
De segunda a sexta, das 14h às 19h30

SAIBA MAIS

A obra de Giorgia Volpe nasce de uma atenção minuciosa aos movimentos discretos do mundo. São gestos quase imperceptíveis, objetos que pertencem ao cotidiano e materialidades que acompanham a vida comum. Ao segui-los, a artista não busca o detalhe pelo seu caráter ilustrativo, mas pela consciência de que é ali, no pequeno, que se inscrevem as forças que moldam nossa experiência sensível.

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Na produção de Marcio Marianno, a pintura se apresenta não apenas como meio expressivo, mas como campo de afirmação existencial e elaboração de memória.

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